Smart Building

Foto: Samson Creative

Os edifícios inteligentes são a chave para máxima aplicação de eficiência energética?

O conceito de Smart Building pode ser definido como um conjunto de tecnologias de comunicação que permite que diferentes equipamentos, sensores e funções dentro de um edifício possam se comunicar e interagir entre si, além de permitir que o edifício seja controlado e gerido remotamente. Esse tipo de sistema ajuda a conectar uma variedade de subsistemas que, originalmente, são operados de forma independente, tornando o edifício em um Edifício Inteligente, ou um Smart Building. Para uma identificação mais fácil, separei os principais pontos:

Os sistemas estão conectados: a característica fundamental de um edifício inteligente é que os principais sistemas dentro dele estão vinculados: medidores de água, bombas, alarmes de incêndio, energia, iluminação, etc. Esta capacidade dos sistemas de se comunicarem entre si é o que faz com que um edifício seja “inteligente”;

Os sensores são utilizados para quase tudo: os sensores são parte integrante dos edifícios inteligentes e desempenham um papel importante na coleta de dados. É por meio deles que os sistemas e os gestores recebem as informações para tomarem decisões sobre onde alocar recursos. Por exemplo: contadores de passos podem ser integrados ao prédio para fornecerem informações sobre onde as pessoas estão em determinados momentos do dia e quais são as áreas de alto tráfego;

A automação é realmente automática: a informação é recolhida e analisada pelos sistemas que foram instalados. Trata-se de um processo importante, feito constantemente e em tempo real. Esse monitoramento contínuo permite ajustes automatizados que podem controlar as condições em todo o edifício.

Os dados são utilizados e geram informações: prédios inteligentes geram um grande volume de dados sobre o uso. Esses dados são transformados em informações valiosas para futuras interações com os sistemas ou com as pessoas, algo que simplesmente não existe nos prédios comuns.

Todas estas características, quando corretamente aplicadas, permitem grandes economias energéticas. Porém, temos alguns desafios e etapas a seguir no mercado brasileiro. Com o crescimento das certificações ambientais, a grande maioria dos edifícios comerciais foram e estão sendo entregues com os equipamentos mais modernos e eficientes disponíveis no mercado internacional, pois precisam atender padrões internacionais de desempenho energético. Porém, a presença de tais equipamentos não tem garantido o desempenho esperado durante as etapas de concepção, de projeto e de instalação.

Após cinco anos atuando para aprimorar o desempenho dessas edificações, conseguimos concluir que estamos no caminho para entregarmos edifícios inteligentes quando falamos sobre tecnologia embarcada, mas estamos na contramão quando falamos de comunicação, conectividade e uso de dados como informação. Temos os mais modernos equipamentos e sistemas, porém, cada subsistema ainda é projetado, instalado e operado como um sistema independente, e não como parte do “cérebro” da edificação. Assim como o nosso cérebro, os sistemas de automação precisam processar os dados gerados em cada subsistema, integrá-los e transformá-los em informações para a tomada de decisões importantes para o desempenho do edifício e para o conforto dos ocupantes, o que acredito ser o nosso maior desafio para que os Smart Buildings se tornem o próximo padrão no Brasil. Como já fizemos parte da lição de casa, instalando sistemas e controles de última geração, nem tudo está perdido.

Alguns sistemas que já estão disponíveis no Brasil permitem burlar parte deste desafio, integrando os dados disponíveis em edifícios com sistemas automatizados e gerando informações que permitem a otimização da operação em tempo real, ou comunicando as equipes sobre os pontos de melhoria. Um destes softwares é o Equs, uma ferramenta capaz de coletar milhares de variáveis de uma ou mais edificações e enviar dados para uma plataforma na nuvem. A plataforma é capaz de processar esses dados de forma integrada em segundos e gerar alarmes que permitem a reconfiguração local ou remota dos sistemas, elevando consideravelmente a inteligência nas ações, melhorando o desempenho das edificações. É uma ferramenta de baixo custo e que pode ser instalada em qualquer sistema de automação.

O caminho para termos edifícios mais inteligentes, precisa passar por uma adequação dos atuais edifícios já modernos e por uma revisão total na forma de conceber, projetar e instalar a automação dos novos edifícios. Temos um caminho promissor e desafiador pela frente.

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