Perfil de ocupação

O Impacto comportamental no uso regional de salas e edifícios de escritórios

A qualidade de vida no trabalho está cada vez mais relacionada à produtividade e ao sucesso das empresas e a tendência é a de que esse assunto seja cada vez mais discutido e elaborado. Mas será que existem regras simples a serem aplicadas em todos os casos?

Se considerarmos as diferentes regiões empresariais presentes nas cidades, podemos observar que elas possuem características, ocupações e comportamentos particulares. Ou seja, para cada região empresarial temos diferentes perfis de empresas, de trabalhadores e diversos tipos de ocupações no entorno. Dessa forma, o comportamento do indivíduo impacta diretamente na maneira como ele consome e ocupa os espaços corporativos.

Perfis Para exemplificar as diferenças de perfis, podemos analisar as regiões da Vila Madalena e Pinheiros, em São Paulo, Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, e Recife Antigo, no Recife. São áreas frequentadas e utilizadas pelo público jovem, ligado à inovação, ao empreendedorismo e à economia criativa e, por isso, podemos apontar que existe um perfil similar de usos de espaços corporativos, já que são regiões que demandam espaços modernos, compartilhados, flexíveis e “descolados”.

As regiões mais formais, ocupadas por grandes e tradicionais empresas – como multinacionais e de segmentos empresariais específicos (como legal/jurídico) –, demandam grandes espaços e maior investimento por parte do empreendedor, sobretudo no que diz respeito à estrutura tecnológica, à segurança e aos espaços de uso comum pois, para esse nicho, o próprio local de trabalho, as acomodações e o layout precisam refletir a imagem da empresa. Geralmente, são espaços imponentes, fortes e elegantes.

Dimensionando os espaços

É importante notar que, atualmente, com os novos modelos de espaços corporativos – como grandes coworkings ou pequenos espaços compartilhados – existe uma infinidade de opções e de configurações de espaços de escritórios e se esses espaços forem mal dimensionados ou mal estruturados, podem ter uma vida curta.

Para quem busca oferecer espaços, é fundamental entender qual é sua demanda target e o perfil de empresas a serem atendidas: startups, pequenas, médias grandes, nacionais, internacionais, globais, etc. Também é importante assimilar qual é o perfil de usuários (renda, faixa etária, gostos, estilos, gênero, sexo, etc.) e quais os segmentos que são foco da ocupação, tais como os tradicionais, de inovação, de empreendedores, criativos, etc. Somente desta forma é possível desenvolver um projeto de acordo com as características e necessidades do seu mercado.

Além da estrutura e infraestrutura dos edifícios e locais de trabalho, os serviços oferecidos por espaços corporativos dependem do comportamento dos seus usuários e de seus clientes. Por isso é importante mapear e entender com quem esse espaço se relacionará. Cerveja e pufes, apesar de atualmente parecerem ser bastante valorizados no mercado, não se encaixam com todos os padrões de negócios e, dessa forma, podem não ser os fatores decisivos na escolha de um local para o seu público empresarial.

O mesmo vale para a segurança. Apesar de ser item fundamental para os negócios, o excesso de burocracias e catracas não agrada o público mais jovem ou millennial, que prefere que os investimentos em segurança tenham como base tecnologia e inovação.

Mais do que entender o tamanho e o preço do mercado, é fundamental, também, conhecer o comportamento e gostos das pessoas que se relacionarão com seu investimento. E aí, você conhece?

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