O mercado belo-horizontino

Foto: Pedro Vilela

Conheça os detalhes sobre o setor imobiliário corporativo da capital mineira por meio do mapeamento Buildings

O crescimento do mercado imobiliário corporativo brasileiro tem trazido algumas novidades para o setor. Novos comportamentos das empresas, novas necessidades dos ocupantes, novos modelos de empreendimentos, enfim, uma série de mudanças naturais e que são possíveis, inclusive, devido às novas tecnologias. E os players do setor estão conseguindo acompanhar toda essa movimentação.

Neste cenário, um dos impactos que pode ser destacado é o aumento da relevância de outras localizações, fora de São Paulo e do Rio de Janeiro. Com isso, temos alguns mercados que são destaque e são, inclusive, foco de incorporadoras, algumas das quais também atuam nas capitais paulista e fluminense. Um dos exemplos é a cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

Notando essa atenção para o mercado belo-horizontino, a Buildings resolveu expandir para essa nova localização por meio da pesquisa imobiliária corporativa que é referência no Brasil. O mapeamento da nova cidade foi feito utilizando a nova tecnologia da empresa, que conta com o cadastro dos edifícios por meio de uma camada do aplicativo Buildings Mobile voltada para a pesquisa.

 

Tamanho do setor

O mercado imobiliário corporativo de escritórios em Belo Horizonte é composto por 571 empreendimentos, dos quais 264 são edifícios corporate (conjuntos que medem mais do que 100 metros quadrados) e 307 são do perfil office (salas comerciais com menos de 100 metros quadrados). Com esses dados, notamos que trata-se de um mercado voltado para pequenos ocupantes, sobretudo empresas locais e familiares.

Ao todo, são 2.755.927 metros quadrados, somando os dois perfis, corporate e office. Embora existam mais empreendimentos office, a metragem total deles não supera a soma das lajes corporativas: são 1.438.552 metros quadrados em lajes corporate contra 1.317.375 metros quadrados em modelos office.

Classificação

Para qualificar o mercado local, também foi aplicada a classificação Buildings. No caso dos empreendimentos de perfil office, a predominância é da classe C, que tem pouco mais de 632 mil metros quadrados. É interessante notar que a participação de mercado dos empreendimentos offices diminui conforme a classificação melhora: dos classe B, são 560 mil metros quadrados, classe A são pouco mais de 84 mil metros quadrados e os classe AA representam os pouco mais de 43 mil metros quadrados.

Para o perfil corporate, a situação é diferente: são 150 mil metros quadrados de triple A, pouco mais de 66 mil metros quadrado em double A, 297 mil metros quadrados de single A, quase 586 mil metros quadrados em classe B e 338 mil metros quadrados em classe C. A explicação para o grande número de empreendimentos das classes B e C é que existem muitos prédios antigos e com pouca metragem.

Vacância

O mercado de Belo Horizonte é pequeno em comparação com São Paulo e Rio de Janeiro, mas trata-se do terceiro maior mercado do Brasil. Além disso, o setor é bem equilibrado, com 16% de taxa de vacância nos empreendimentos classe A (A, AA e AAA), ainda que existam apenas 36 torres com essa classificação. Para o mesmo universo em São Paulo temos 13,66% e, para o Rio de Janeiro, 39,49% (dados referentes ao fechamento do terceiro trimestre de 2019).

Empresas

O mercado imobiliário corporativo da cidade de Belo Horizonte é predominantemente ocupado pelo segmento de administração governamental (mais de 209 mil metros quadrados ocupados), principalmente quando analisamos a Cidade Administrativa Tancredo Neves, onde se concentram inúmeros órgãos do governo.

Contudo, temos, ainda, forte participação de setores como mineração e metais (quase 34 mil metros quadrados), bens de consumo (mais de 29 mil metros quadrados) e petróleo e energia (mais de 25 mil metros quadrados). Confira mais detalhes no gráfico abaixo.

Regiões

As principais localizações da nova região coberta pela Buildings são Centro, Santa Efigênia, Boa Viagem, Lourdes e Savassi, regiões dentro do Contorno, e outras mais distantes, como Raja Gabaglia, Belverde e Nova Lima. Contudo, existe uma concentração de torres na Av. Raja Gabaglia, em Savassi, em Funcionários e em Nova Lima.

Assim como em São Paulo e no Rio de Janeiro, o valor do preço pedido nos empreendimentos não depende somente das especificações técnicas, mas também da região na qual ele está. Essa característica fica evidente quando vemos preços que variam de R$ 33 a até R$ 95 por metro quadrado ao mês.

Caso você queira saber mais detalhes sobre o mercado de Belo Horizonte, bem como dos empreendimentos que o compõe, entre em contato pelo contato@buildings.com.br para conseguir acesso aos dados da cidade por meio do CRE Tool e do aplicativo Buildings Mobile.

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