4º trimestre de 2019 consolida retomada do mercado

4º trimestre de 2019 consolida retomada do mercado de escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro e condomínios logísticos no Brasil

De acordo com análise realizada pela Buildings, 2019 foi um ano de consolidação da retomada do mercado pós-recessão, apresentando números significativos no fechamento do 4T 2019.

No mercado de edifícios de alto padrão (Classe A) em São Paulo, o fechamento do 4T 2019 registrou uma absorção líquida de mais de 50 mil m² ocupados, e redução no preço pedido médio de locação, fechando em torno de R$ 77 /m²/mês, o menor valor registrado desde o 3T 2011.

Já o mercado do Rio de Janeiro registrou uma absorção líquida de aproximadamente 26 mil m², e a menor taxa de vacância (38%) desde o 3T 2016. Os preços pedidos de locação do mercado de alto padrão (Classe A) na capital fluminense também sofreram redução, chegando ao menor valor registrado desde o 4T 2009 – fechando em torno de R$ 80 /m²/mês.

O mercado de condomínios logísticos no Brasil registrou no 4T 2019 a maior absorção líquida desde o 4T 2014, sendo mais de 440 mil m² movimentados em um único trimestre. Já a absorção bruta fechou o 4T 2019 em aproximadamente 814 mil m², colaborando com o recorde histórico de absorção bruta no ano de 2019 – chegando a quase 3 milhões de m² movimentados em um único ano.

São Paulo

O mercado de escritórios em São Paulo apresentou no ano de 2019 números que mostram a consolidação da retomada do mercado pós-recessão. Ao todo, em 2019 foram mais de 1.500 empresas locando espaços e movimentando assim mais de 1,10 milhões de m² durante o ano, um recorde histórico de absorção.

Esse alto volume de movimentações evidencia a retomada na cidade que vem acontecendo desde 2017 com diversas empresas alugando espaços bastante expressivos como, por exemplo, a Prevent Senior alugando 22 mil m² no edifício Park Tower; o Bradesco alugando 19 mil m² no edifício International Plaza; o Banco Original alugando 14 mil m² no edifício Apogee, entre outras.

Falando um pouco sobre os preços pedidos de locação, observa-se uma tendência ainda de queda chegando a R$ 77 /m²/mês (Classe A), porém essa queda não expressa a realidade quando analisadas as regiões primárias, onde a vacância já chegou na casa dos 3% e os preços já mostram aumento considerável desde 2017 com ofertas de até R$ 200 /m²/mês.

A queda drástica da taxa de vacância de 2017 para 2019 fez com que outro movimento também fosse afetado: a atividade construtiva. Basta analisar qualquer gráfico simples de Taxa de Vacância X Atividade Construtiva para entender que elas estão diretamente relacionadas.

Rio de Janeiro

O mercado do Rio de Janeiro – que passou por 4 anos de absorção negativa, de 2014 a 2017, chegando na marca de mais de 124 mil m² de absorção negativa em 2017 – agora apresenta sinais importantes de retomada.

De 2017 para cá o mercado se comportou com queda relevante nos preços de locação, atualmente em torno de R$ 68 /m²/mês. Além disso, diversos projetos e construções foram paralisados, fazendo com que o estoque já existente – e bastante grande – pudesse ser absorvido.

No mercado de alto padrão (classe A) os números são ainda mais evidentes. Em 2017 o estoque de edifícios de alto padrão chegou na marca de 48% de taxa de vacância, com preços médios em torno de R$ 100 /m²/mês. No fechamento do 4T 2019 a taxa de vacância fechou em 38%, com média de preço pedido de R$ 80 /m²/mês.

O mercado do Rio de Janeiro demonstra agora sinais claros de retomada, os quais podem ser observados inclusive em algumas locações importantes ocorridas em 2019. Por exemplo: a Icatu Seguros alugou 19 mil m² no edifício AQWA Corporate, a Furnas Centrais Elétricas alugou 18 mil m² no edifício Barão de Mauá, a Enel alugou 14 mil m² também no edifício AQWA Corporate, a Stone Pagamentos alugou 14 mil m² no edifício Passeio Corporate, entre outras.

A atividade construtiva no Rio de Janeiro permanece baixa, ainda sem sinais de retomada, e isso se deve ainda ao grande estoque disponível na cidade, inclusive em empreendimentos de alto padrão.

Industrial

Em 2019 o mercado de condomínios logísticos no Brasil atingiu uma marca importante. A taxa de vacância não rompia a barreira dos 20% desde o 2T 2015, mas em 2019 isso aconteceu, e segue em queda registrando a marca de 18% no 4T 2019.

Esse movimento de queda de vacância mostra como o mercado de condomínios logísticos encontra-se aquecido e em movimento de expansão. Somente em 2019 foram mais de 600 empresas que alugaram espações e movimentaram cerca de 3 milhões de m² – recorde histórico para o segmento.

A atividade construtiva, que passou por uma retração desde 2015, também retomou com a expectativa de crescimento nos próximos anos. Esse crescimento e expectativa estão diretamente relacionados ao crescimento econômico do país.

Com o crescimento do e-commerce, a procura por condomínios logísticos bem localizados, e com boas especificações técnicas tem aumentado cada vez mais, fazendo com que vários projetos novos saiam do papel.

Algumas das movimentações que mais impactaram o mercado de condomínios logísticos foram: a Dafiti alugando 77 mil m² no LOG Extrema; a Tok Stok alugando 66 mil m² no Extrema Business Park; o Carrefour alugando 64 mil m² no Centro Logístico Cajamar, entre outras.

Outro movimento interessante no mercado de condomínios logísticos foi o volume de aquisições de condomínios por Fundos de Investimentos Imobiliários, os FIIs. Esse mercado de FIIs movimentou mais de 1 milhão de m² em aquisições de condomínios só no ano de 2019. Isso comprova o excelente momento em que está, e ainda a grande expectativa de crescimento.

Todos os dados utilizados nessa análise podem ser acessados pelo CRE Tool, maior plataforma do mercado imobiliário corporativo.

 

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